quinta-feira, 5 de abril de 2012

Distintivo das Novas Especialidades
 
 
 
Os Escoteiros do Brasil atendem ao chamado.
No último sábado, após a Hora do Planeta, o chifre do Kudu mais uma vez chamou os escoteiros. Foi lançado um novo desafio para os Escoteiros do Brasil. Por meio de tarefas dentro de um jogo virtual, os jogadores vão ajudar a construir uma sociedade melhor. O objetivo é aderir as boas práticas sustentáveis na vida cotidiana e na comunidade em que vivem. Desta forma fazendo eco pelo país e participando da Rio +20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que acontece em junho na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
A interação ultrapassa a tela do computador. A intenção é mobilizar a família, patrulha, amigos e todos para fazer a diferença nas ações do cotidiano.
KUDU - Escoteiros Fazendo Eco



Rio+20
 
Acesse o site www.kudu.escoteiros.org.br, cadastre-se e comece a jogar. A primeira tarefa já foi distribuída, mas ainda dá tempo de participar. 
A construção de um mundo melhor começa com o você. Faça sua parte!
V Jamboree Nacional Escoteiro.
O evento é um grande sucesso e estamos próximos de alcançar o limite de vagas suportado pelo local.
Consulte no site o Croqui do Campo, a Relação de Coordenadores Regionais atualizada e um resumo de Informações sobre o evento.
V JAMBOREE NACIONAL ESCOTEIRO
Solicitamos que os inscritos acessem o sistema SIGUE  e verifiquem a situação de seus pagamentos.
Aos membros inscritos como Equipe de Serviço, não esqueçam de assinalar a função que desejam atuar e de preencher os contatos (telefone, e-mail) no SIGUE. Estas serão as principais formas de contato da organização do evento com os  membros inscritos.
Em caso de divergência, favor enviar e-mail para ueb.secretaria@escoteiros.org.branexando cópia do boleto e do comprovante de pagamento.
 
PASSAGEM PARA A VIDA.
Há cerca de um ano, assisti a um filme que me marcou bastante. Chama-se “Homens e Deuses” e é baseado numa história real passada nos anos 90. Uma comunidade de monges cistercienses vive no Norte da África, na Argélia, num período de muita atividade terrorista. Como ramo “pobre” dos beneditinos, os monges levam a vida mais austera que se possa imaginar, prestando serviços à comunidade (muçulmana) que os cerca.
Há uma tensão permanente no ar, “temperada” pela beleza das imagens, e de uma prática monástica intensa, onde o canto está sempre presente.
Os monges, franceses, não deixam de lembrar aos argelinos o desastre que foi o período colonial. Seria até o caso de perguntar por que eles estão ali. Mas a independência da Argélia não rompeu os laços culturais e históricos. E os monges estão ali para prestar serviço, numa doação total de suas vidas.
A tensão também vem do conflito das religiões. Nesse sentido, os monges estão ali quase que como num holocausto – é evidente que eles vão ser mortos no final, em consequência de um atrito como tantos outros. E este é o fio condutor do filme. Piorando o clima político, autoridades argelinas (quase tão violentas quanto os terroristas) sugerem aos monges que se afastem, que se retirem para um lugar mais seguro.
É a discussão que os monges vão pôr na mesa. Diante da ameaça concreta, não seria o caso de aceitar as advertências das autoridades e passar um tempo em outros lugares?
Tocamos, então, paisagens profundas da alma. Nos monges reunidos em torno de seu superior, percebemos que cada ser humano é um abismo, com seus condicionamentos, seu posicionamento diante da vida e diante da morte. E mergulhamos no mistério da fé. Aquelas dúvidas, aquele questionamento, têm sentido por serem eles seguidores de alguém que deu a vida porque quis fazer isso; que se deu inteiramente aos outros e marchou conscientemente para a morte.
É o dilema em que se encontra a comunidade de monges, naquele recanto da África. Ir ou não ir embora? E, a esse dilema, cada um responde de maneira pessoal. Há encontros e conversas ao redor da mesa – como que lembrando a Última Ceia.
Mas se o filme é triste, ele transmite a nota mais bela, que é o segredo da Páscoa: não há nada mais bonito neste mundo do que uma doação completa, em que você quebra o círculo de ferro do egoísmo. O amor é mais forte do que a morte. E a Páscoa é passagem para a vida.
Feliz Páscoa a todos!
Rubem Tadeu C. Perlingeiro
Presidente da Diretoria Executiva Nacional da UEB